Se eu digo que não tenho sorte, então porque é que não aumento as minhas probabilidades?
A maior ilusão da nossa geração é esta: acreditamos que falta-nos sorte, quando na verdade falta-nos probabilidade. Chamamos “azar” àquilo que não tentamos o suficiente. Chamamos “sorte” àquilo que repetimos até funcionar. A verdade é simples e desconfortável: a sorte é um efeito secundário da consistência. A maioria das pessoas diz que gostava de mudar de vida, mas vive como se estivesse presa a um guião que não escolheu. Depois olha à volta e convence-se de que “não nasceu com sorte”, como se a vida fosse uma lotaria onde alguns recebem bilhetes dourados e outros ficam com bilhetes rasgados. Mas há uma pergunta que destrói esta narrativa de uma vez por todas: “Se eu digo que não tenho sorte, então porque é que não aumento as minhas probabilidades?” Esta pergunta abre portas internas que estavam fechadas há anos. Porque a sorte não é um talento, não é genética, e não é magia — é matemática emocional. Quem acredita que não tem sorte vive à espera de uma coincidência que mude tud...